sábado, 6 de abril de 2013

Juntos num grande abraço ao bar do surfista


 
Esta previsto para domingo de 7 de abril de 2013, um abraço coletivo do bar do surfista em Intermares, em prol da permanência ate a tomada de alternativas para o estabelecimento no local. Surfistas e simpatizantes do esporte estão convidados para a ocasião.

A justiça determinou a demolição do bar do surfista, baseada numa ação movida pelo IBAMA a mais de 10 anos. A mesma ação se estende por todo nosso litoral, e tem como ponto de fundamento a preservação do nosso litoral.

O bar do surfista como é conhecido, não se trata de apenas um estabelecimento comercial, o bar, faz parte da história da região, da preservação ambiental e do surf Brasileiro. A mais de 30 anos ponto de apoio e de encontro de surfistas e simpatizantes do esporte, recebendo gente de toda parte do país, servido de apoio inclusive para eventos de nível nacional.

O bar também tem em suas instalações a sede da ONG Guajíru, que tem um trabalho forte com relação à preservação e o cuidado com as tartarugas e sua desova, com ações intensivas no cuidado das tartarugas urbanas.

Existe no local também o trabalho de reforço escolar com crianças que fazem parta da escolinha de surf, de onde vem surgindo grandes atletas, a exemplo de José Francisco o “Fininho” (atleta que vai representar o Brasil e a Paraíba no Mundial esse ano).

O bar do surfista é um ambiente acolhedor, onde acontecem diversas atividades sociais, muitas reuniões da comunidade do surf, reuniões religiosas, esportivas, culturais entre outras. Sem sombra de duvida um espaço coletivo, e de utilidade pública.

O bar do surfista é uma referência, um porto seguro, um ponto de apoio para todos que freqüentam aquele trecho da praia, com certeza o bar agride menos a natureza e preserva mais do que o próprio bairro que veio a surgir depois, aterrando córregos, arrancando toda vegetação e preservando nada, diferente do que acontece no bar, onde existe um grupo de pessoas preocupadas com a preservação e que tem amor pelo local e sua história.

É necessário que haja, alternativas, não simplesmente a retirada do estabelecimento, existem muitas pessoas envolvidas. Freqüentadores da praia precisam de um ponto de apoio que possam confiar, o espaço físico traz segurança e conforto, se tratando de uma praia hoje urbana é necessária uma maior atenção quanto a isso. Pois o que seria o bem coletivo, passa a ser privilegio para poucos, de ter um chuveiro na praia, uma sombra, ate mesmo referencia. Tornando viável apenas para quem tem uma residência a beira mar.

Todos os envolvidos entendem a decisão, porém precisam de alternativas, para que não seja simplesmente apagada uma parte da história do surf Paraibano, história de muitas lutas, muitas conquistas e recheada de vitórias.

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