domingo, 7 de março de 2010

A viagem psicodélica das Fishes


As pranchas Retro possuem grande flutuação e excelente remada e recupera uma perspectiva de surf que o surfista tradicional não tem, que é o surf de linha, este “surf fluido”, evolui o surf padrão (que é o de pranchinha), abrindo a mente do surfista para uma relação mais próxima com e energia das ondas e do mar.
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Dentro do mundo “Old School” (tudo que é considerada velha guarda) há variados modelos de “Retro Boards”, sejam Eggs, Biscuits, Mini Models, Fishes ou outras inovações que fizeram à cabeça da moçada em 1970, mas dentre essas todas destaco as pranchas Fish.
Responsável pela explosão do “Retro Surf”, as Fishes tem um mundinho só para elas, todo surfista que entende um pouco de surf, sabe do que estou falando, e todo Shaper que ama o que faz, tem o prazer de desenvolver uma dessas. ”São pranchas mágicas que possuem um feeling único, normalmente quem se aprofunda no surf de fish, nunca abandona e sempre quer mais.”
Tudo nela é diferente, do Bico até a Rabeta, nenhuma prancha, criou tanto conceito, praticamente toda a sua engenharia influenciou a concepção das pranchas do surf moderno.

A versatilidade dos fundos, Bicos e Bordas e a dinâmica na posição das quilhas entre Biquilhas (Large/Normal), Triquihas, Quadriquilhas; faz com que estas pranchas se tornem as mais formatadas já criadas para o surf.
É incrível como a mudança de paradigma para uma fish, faz com que o surfista tenha mais linha (Clássica), sem perder a agressividade, as comparações na remada com os longboards é comum, certamente fará parte do quiver do surfista que surfar numa dessas.
Com tanta virtude é natural que a arte aliasse aos modelos, pinturas extravagantes, designs alucinantes e materiais nunca sonhados, como a madeira, transformam as fishes em verdadeiras obras de arte.
Que tem uma faz questão que dure por muito tempo e por isso não economiza em design e material de ponta, sempre querendo o melhor para sua Fish sem esquecer no que mais chama atenção, sua rabeta e suas quilhas.
As quilhas aliadas a uma grande rabeta em forma de um peixe – é o seu maior detalhe (a prancha parece um peixe), sendo a Biquilha Fish praticamente a única quilha do gênero feita exclusivamente para uma prancha, estas quilhas são largas e feita à mão ou industrialmente, mas existem também as triquilhas e as quadriquilhas, cada uma com uma característica especial de progressão na onda;
É na hora do surf, que a mágica se realiza, a pesar de não ser uma prancha fácil de domar, principalmente para os iniciantes, o surfista se sente realmente fazendo parte da onda, seja ela pesada ou tubular, sempre há uma forma diferente de surfar e a diversão sempre será garantida.

Pranchas Fish


As pranchas fish talvez seja a melhor opção do surfista sair um pouco do surf convencional das triquilhas para buscar novas experiências.

A fish tem o bico largo, arredondado e com mais espessura do que uma pranchinha de surf comum.

No meio é bem mais larga e cheia (volume). A rabeta é swallow, larga. Borda um pouco mais cheia. O tamanho é menor que a pranchinha tradicional, geralmente algumas polegadas a menos do que a prancha do dia dia. Tradicionalmente é biquilha, mas agora já existem modelos com três e quatro quilhas.

Prancha extremamente solta, com boa remada e bico largo é mais fácil de entrar em ondas pequenas. Sua boa flutuação a deixa bem fora da água tanto na remada como nas manobras. Excelente nas ondas pequenas e lentas, garantindo diversão mesmo em dias de ondas mínimas.

Também pode ser usada em ondas com parede, desafiando sua técnica e habilidade, sendo um excelente treino.

Geralmente não aparece na mídia por ser uma prancha pouco usada por profissionais e nunca usada em campeonatos. Tom Currem resolveu procurar e testar modelos, gravou alguns vídeos e a prancha voltou ao cenário anos atrás.

Recentemente ganhou mais força na imprensa e nas fábricas de pranchas brasileiras, sendo uma ótima opção para se ter no quiver. Mesmo assim fazem bastante sucesso desde que foram lançadas lá pelos anos 70 e mantém sua popularidade desde então, principalmente na Califórnia, onde são uma excelente opção para as ondas pequenas e perfeitas dos point breaks da região.

Já aqui no Brasil são pouco explorado devido às ondas aqui serem bem diferentes das ondas da Califórnia. Geralmente em picos de surf brasileiros, quando a ondulação está pequena, as ondas quebram mais em cima do banco de areia, ficando rápidas e cavadas. Mesmo assim é uma ótima opção no quiver, e pode transformar aquele dia ensolarado com sua namorada e ondas fracas na beira em um dia de surf, e se der sorte e mandar um rasgadão invertendo a rabeta vai fazer a cabeça.

Por: Felipe - S.A. Surfboards


Autor: Redação Camerasurf Camera Surf

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